22.9.20

05.09.20 Viagem Serra da Canastra (sul de minas)

Link das fotos: Cique aqui

Preparativos

Este foi um ano atípico para planejar uma viagem por causa do COVID. Alguns meses antes achava que o pior já teria passado em Setembro e poderiamos ir sem problemas, mas não foi isso o que aconteceu. Havia ainda parques fechados e notícias de cidades fechadas por meses. 

Por conta disso decidimos andar na serra da Bocaina onde era permitido, principalemente na Serra da Babilônia. Iríamos eu e Isidoro e depois o Jorge e Emerson e Luis Natan confirmaram a ida (Luis Natan como apoio)

Embarquei no ônibus em Campinas junto com o Isidoto até Franca as 20h do dia 05/Set e chegamos em Franca 1:30h. Ficaos hospedados no hotel São Diogo na frente da rodoviária.

Resumo 

Ter a oportunidade de viajar em bicicleta é sempre bom. No planejamento incluimos cidades com atrativos como a Serra da Babilônia, Capitólio, São Tome das Letras, Aiuruoca e algumas cidades na Serra da Mantiqueira. Porem por causa da Covid, encontramos toda a sorte de restrições impostas pelas cidades: São Tome das Letras não permitia a entrada de ninguem; Aiuruoca estava sem hospedagem autorizadas; em outras não era permitido talheres de metal, cardápio impresso, toalha de mesa e fizemos algumas alterações no caminho.



No meu caso foram mais de 758 quilômetros em 14 dias passando por Franca/SP, Ibiraci/MG, Delfinópolis, São João Batista do Gloria, Capitólio, Guapé, Ilicínea, Boa Espernça, Coqueiral, Três Pontas, Varginha, Três Coraçôes, Conceição do Rio Verde, Caxambu, Pouso Alto, Itamonte, Engenheiro Passos/RJ, Queluz/SP, Lavrinhas, Cruzeiro, Canas, Lorena e Guaratingueta. 

O caminho foi fisicamente dificil na Serra da Babilônia. 

O clima estava quente e seco, não choveu nenhum dia. Para refrescar entramos em alguns riachos e na cachoeira da Filo em Capitólio. 

A comida mineira nos restaurantes da D. Sol no bairro de São José do Barreiro e da pousada Serra Branca, ambos na região da Canastra estavam muito saborosas. 

Na região da Canastra contamos com Luis Natan no carro de apoio que levava nossa bagagem. Nesses três dias e cinco noites o Jorge e o Emerson pedalaram com a gente.  

Depois de São João Batista do Gloria eu e o Isidoro continuamos. Atravessamos o sul de minas e chegamos na divisa com o Rio de Janeiro na garganta do Registro. Entramos em São Paulo por Queluz e eu terminei a viagem em Guaratinguetá onde voltei para Campinas em ônibus. Isidoro terminou em Pinda.

Distância total: 758 Km

Tempo: 14 dias

Participantes: Eu, Isidoro, Jorge, Emerson e Natan (apoio)


Dia 1: Franca - Camping Paulo

Este dia não tinha ideia de onde iríamos dormir pois já imaginava que pedalar mais de 100km até Definópolis seria improvável.  


O pedal foi todo em asfalto e no final do dia chegaríamos na serra da Canastra e teríamos que encontrar um lugar para dormir.


Almoçamos na cidade de Ibiraci-MG e tocamos para frente. Depois passamos no povoado da Laje e com a informção de um possível local para acampar, compramos alguns mantimentos e continuamos. 

Passamos sobre o rio Grande na frente da barragem de Furnas. Montanhas ladeando o rio esverdeado muito bonito.  

Pouco depois chegamos no restaurante do Paulo que oferecia pontos de camping. Montei a barraca e depois conversamos com os funcionários do restaurante que disponibilizaram um fogão a lenha para fazer a janta: macarrão com sardinha.


Hospedagem: Camping do Paulo a R$ 10,00

Distância: 71,8 Km


Dia 2: Camping Paulo - Delfinópolis

Já sabia que o começo seria de alguns quilometros subindo em estrada de terra: no dia anterior já era possível ver o corte que a estrada fazia na montanha. Mais de uma hora depois chegamos no topo onde dava para ver a barragem e o rio.


O dia estava quente e por conta do feriado muitos carros e jipes passam pela gente levantando poeira e acabei usando a mascara para não respirar tanto pó.



Em alguns trechos a estrada quase encostava nas águas da represa e vimos bastante gente aproveitando para nadar. Encontramos alguns lugares para nos refrescar também.


Chegamos no fim da tarde em Delfinópolis e encontramos o pessoal de Campinas esperando a gente. A cidade estava cheia de turistas e não encontrávamos hospedagem. Cogitamos ir para a serra para procurar um camping ou lugar para acampar mas conseguiram uma senhora que disponibilizaria um quarto bem simples por R$30. 

Hospedagem: Casa D.?? a R$ 30,00

Distância: 50,4 Km


Dia 3: Delfinópolis - Pousada Serra Branca

O destino do dia seria a pousada da Vanda e feríamos o caminho oposto que fizemos em 2012. 


Passamos por uma portaria do parque que estava inacessível, depois pela subida que leva a catedral de pedra com afloramento de rocha bem diferente. Depois passamos por um trecho com muita areia e nesse ponto vi alguns pontos possíveis de acampamento.


A Serra da Babilônia são várias linhas de montanha próximas e a estrada vai passando por elas deixando o caminho mais bonito e mais dificil. 


A face voltada para a Serra da Canastra foi bastante queimada e a fumaça com o ar seco dessa época deixava o ceu acinzentado.


Chegamos 16h na pousada Serra Branca, pouco antes da Vanda e acabamos ficando ali pois a Vanda não estava aberta. Foi cobrado R$90/pessoa com meia pensão.

Mais tarde a pousada ofeceu uma janta mineira em fogão a lenha muito saborosa.


Hospedagem: Pousada Serra Branca: R$ 90,00 (janta e café)

Distância: 43,4 Km


Dia 4: Pousada Serra Branca - B. São Jose do Barreiro

A pousada fica num vale então de início temos a subida da serra Branca. Logo no começo da subida o cubo traseiro da bicicleta do Isidoro quebrou. Assim que percebemos que seria preciso uma bicicletaria, colocamos no bagageiro do apoio e continuamos.


Passamos pelo Chapadãozinho e o restaurante estava fechado e soubemos que abriria em outubro.



A seguir for uma sequencia de subidas e descidas sob sol forte e no caminho conseguimos um riacho de água limpa para refrescar. Mais tarde uma lanchonete que fazia pão de queijo recheado com pernil desfiado.


Pouco antes a corrente da bicicleta do Jorge quebrou e ele, Isidoro e o Natan sairam para buscar uma bicicletaria em São Roque. Enquanto isso eu e o Emerson chegamos na cidade e começamos a procurar hospedagem. 


Verificamos várias pousadas e parecia que o pessoal não fazia questão de nos alugar pois o recem terminado feriado foi movimentado ali. Finalmente conseguimos a pousada Amanhecer na Canastra e aguardamos a volta do pessoal. 


Hospedagem: Pousada Amanhecer na Canastra R$ 70,00 (café)

Distância: 31,9 Km


Dia 5: B. São Jose do Barreiro - São João Batista do Gloria

Essa perna a gente não tinha feito na primeira viagem e tampouco estava no meu planejamento: foi o Jorge quem sugeriu pois precisavam chegar em uma cidade proximo de alguma rodovia para voltarem para Campinas. Ele já havia passado ali de carro e sabia o caminho.


Pela manhã o Isidoro e Natan foram de carro buscar a bicicleta enquanto a gente começou a pedalar.


O dia estava quente novamente porém encontramos mais sombra pelo caminho enquando a gente passava por algumas fazendas pelo caminho.


Depois de uns 10 quilômetros o apoio nos encontrou e juntamos todos. 

Subimos uma montanha e passamos a andar por cima um bom trecho até que no topo vimos uma grande plantação de milho prevendo a descida. 

Já na parte baixa, percebendo que não chegariamos na cidade, cogitamos acampar em uma faixa de árvores ao lado de um riacho mas desistimos e pelo calor e cansaço colocamos as bicicletas no carro e continuamos para a cidade do Gloria e terminamos o dia.

Hospedagem: Pouso Mineiro R$ 60,00 (café)

Distância: 33,0 Km 


Dia 6: São João Batista do Gloria - Capitólio

Pela manhã o Natan, Jorge e Emerson terminaram a aventura deles e foram embora para Campinas. 


Para ganhar um tempo, decidimos ir a Capitólio por asfalto. Tivemos certa pressa e não nos atentamos a comida e água imaginando que conseguiríamos no caminho. 


O dia ficou quente e a água acabando rápido e no caminho encontramos a cachoeira da Filo onde se paga R$10 para entrar. Refrescado e com agua seguimos.


Depois a água foi acabando novamente até que achamos um restaurante onde comemos um salgado e compramos um pouco de água (R$6 por 500ml) e colocamos as esperanças no restaurante onde saem os barcos para os passeios.

 A parte dos barcos estava vazia e pareceia não ter passeios enquanto o restaurante estava lotado. Resolvemos tentar mais para frente mas as distancias para um mineiro são diferentes e demorou para achar outra lanchonete. Cheguei cansado com fome e sede.

Saciado, foi mais fácil chegar em Capitólio onde achamos o hostel Casarão. Lugar bem agradável para descansar.  

Hospedagem: Hostel Casarão R$ 60 

Distância: 65,4 Km


Dia 7: Capitólio - Ilicínia

Deixamos Capitólio seguindo para Guapé por uma estrada de terra que ia subindo aos poucos mas por vários quilômetros. 


Depois a descida vem de uma vez chegando perto da represa onde se pega a balsa sobre as águas da represa. 


Depois de almoçar na cidade continuamos por asfalto até Ilicínea. Aqui começavam as plantações de café que vimos por muitas cidades do sul de minas. 


Disse para a dona da pousada que estavamos indo para Aparecida. Daí descobri que ela e outras pessoas da cidade caminhavam os 400 quilômetros para lá todo ano no mês de agosto. São 11 dias contando com um apoio que prepara as refeições e barracas no fim do dia. Sei que várias cidades do sul de Minas fazem isso mas essa a distância é bem longa.

Hospedagem: Hotel Pimenta R$ 40

Distância: 60,9 Km


Dia 8: Ilicínea - Coqueiral

O caminho para Coqueiral era por asfalto até a cidade de Boa Esperança e depois por estrada de terra.


O cenário era dominado por plantações de café e pelo que conversamos com algumas pessoas da vila de Água Verde, era bastante mecanizada. 


Até Boa Esperança foi tranquilo e a cidade é muito bonita por conta do aproveitamento das margens da represa de furnas. Ficou uma cidade turistica por conta da orla com muitas árvores, calçadas largas, comércio em volta e uma praia.


Já na estrada para Coqueiral encontramos vários ciclistas. Encontramos também em várias cidades do sul de Minas. 

Esta era uma cidade com muitas restrições por causa da Covid. Horários do comércio alterados, pousadas não podem servir café. Sei lá, deve ter estudos cientificos dizendo que tomar café na padaria e não no hotel é bem mais seguro.

Hospedagem: Hotel Flórida R$ 45 

Distância 59,1 Km


Dia 9: Coqueiral - Varginha

A cidade mais restrita de todas era São Tome das Letras. Descobrimos que não permitia a entrada de ninguém de fora. Assim mudamos o trajeto para desviar dela.


Seguimos por estrada de terra muito agradável, ladeada por árvores fazendo sombra. Era mantida por algumas fazendas de café no caminho para Três Pontas. 

Continuamos para Varginha por asfalto que foi bem tranquilo. Conseguimos um bom hotel por R$50/ pessoa. 

Depois janta e fotos com discos voadores e ETs

Hospedagem: Hotel Fenícia R$ 50 (café)

Distância: 61,9 Km


Dia 10: Varginha - Três Corações

Acordei com o estomago ruim mas a principio não parecia ser problema. Durante o pedal que era por asfalto até Três Corações comecei e ter uma falta de energia. Os sintomas não passaram disso mas estava mais sofrível pedalar. 



Na cidade o Isidoro resolvou procurar uma bicicletaria para consertar a câmera de ar. Depois de gastar um tempo procurando alguem que fizesse o serviço na hora, alguns minutos depois o pneu estava vazio novamente. Ele fez o remendo mas gastou outro bom tempo nisso.

Com isso reslvemos ficar na cidade e nos hospedamos no hotel Calabresa.

Hospedagem: Hotel Calabresa R$ 50 (café)

Distância: 33,4 Km


Dia 11: Três Corações - Caxambu

Ja estava melhor então saimos mais cedo. A ideia era passar por Conceição do Rio Verde por estrada de terra e depois continuar por asfalto até Caxambu.

O caminho seguia o rio Verde e um ponto legal era que o rio em certo ponto atravessava uma linha de montanha formando um canion com a estrada ao lado.

Almoçamos em Conceição e continuamos por asfalto para o bairro Águas de Contendas a depois chegamos na BR383 que estava movimentada. Felizmente já estavamos perto de Caxambu.

Conseguimos o Hotel Lopes por um bom preço.

Andando pela cidade a noite notamos que estava bastante vazia.  

Hospedagem: Hotel Lopes R$ 64 (café)

Distância: 67,4 Km


Dia 12: Caxambu - Itamonte

O caminho foi feito pelo asfalto da BR354 até Pouso Alto e depois seguimos para Itamonte. 


Ainda tinhamos a ideia de pedalar no dia seguinte para o bairro da Fragária, mas o preço mais alto das pousadas junto com o cansaço de fim de viagem fizeram a gente mudar o roteiro.


Hospedagem: Hotel Nossa Senhora de Fátima R$ 50

Distância: 52,2 Km


Dia 13: Itamonte - Cruzeiro

Rumamos por asfalto para a garganta do registro onde há a entrada para o parque de Itatiaia.

 


A subida foi longa e por conta das pernas cansadas gastamos 4h para subi-la. Fizemos um bom descanso nas barracas que ficam no topo comendo pastel e queijos.



A descida até Engenhiro Passos foi muito boa mas conforme a gente descia o calor aumentava.

Daí pedalamos 20km na Dutra até a entrada de Lavrinhas onde tentamos hospedagem mas nos indicaram andar mais um pouco até Cruzeiro.

Ficamos no  Hotel Brasil bem no centro. Deixamos a janela aberta e em enxame de pernilongos entraram. Pela manhã que vimos os estragos: pés e mãos coçando e onde se esbarrava saiam muitos insetos.

Hospedagem: Hotel Brasil R$ 60 (café)

Distância: 79,6 Km 


Dia 14: Cruzeiro - Guaratinguetá

Último dia de viagem seguindo uma paralala da Dutra onde passa a estrada Real, boa parte por ciclovias. Passamos por Canas, Lorena e depois Guara.

As paradas eram para comprar água e tomar um sorvete. 

Fiquei em Guará para tomar o ônibus para Campinas enquanto o Isidoro foi para Pinda.

Hospedagem: -

Distancia: 51,5 Km


Custo

Onibus: 164

Hospedagem: 729

Alimentação: 463

Entradas: 10

Bicicleta: 0





3.1.16

05.09.15 - Estrada da Petrobras e Litoral Norte - SP

Neste feriado da Independência e Nossa Sra do Bom Sucesso (municipal) decidimos fazer uma pequena viagem. Tínhamos o desejo de andar pela estrada da Petrobras que liga Salesópolis a Caragua / São Sebastião.




A ideia era viajar de ônibus para São Jose dos Campos e pedalar até Salesópolis. No dia seguinte fazer a estrada da Petrobrás e pousar em Caragua. Depois ir até Ubatuba e finalmente voltar para Pinda pela rodovia Oswaldo Cruz.

Não era um roteiro fácil, mas com os imprevistos, tornou-se uma aventura.

Dia 1: Pinda - Natividade da Serra


O ônibus estava agendado para 8:30h para São Jose. Já na hora de embarcar descobrimos que o bagageiro do veículo era muito pequeno: não cabia ao menos uma bicicleta.

A fase da negação durou alguns minutos e quando chegou a aceitação decidimos realizar o plano B (elaborado na hora). Quilometragem pra cá, atalho pra lá, resolvemos ir de bicicleta até Paraibuna e chegar na estrada da Petrobrás pela rodovia Tamoios.

Começamos o pedal seguindo para Taubaté pela estrada velha. Continuamos paralelos com a rodovia Pres. Dutra até entrar na rodovia Oswaldo Cruz, sentido Ubatuba.

O tempo estava nublado e agradável mas pegamos vento contra no caminho. A gente nem sabia que ia pegar muita chuva nos dias seguintes.


Andamos aproximadamente 20 quilômetros até entrarmos na estrada para Redenção da Serra, SP-121. Este trecho tem uma serra pra subir além de cerca de 20 quilômetros até a cidade. Chegamos em Redenção por volta das 13h e observamos a represa com nível de água muito baixo (da ponte não se vê água da represa).

Almoçamos no restaurante Paraiso, na entrada da cidade e com comida muito boa. Continuamos pelo asfalto sentido Natividade da Serra. Depois da ponte sobre a represa e divisa entre as cidades, deixamos o asfalto para enveredarmos na estrada para Paraibuna.

Neste trecho nunca havíamos andado e logo tivemos um frio na barriga: uma cancela na frente de uma casa com dizeres de proibido pessoas estranhas. Felizmente permitiram nossa passagem.


Por causa da estrada serpenteando a represa e as subidas e descidas constantes, percebemos que íamos chegar a noite. De fato chegamos na balsa para Paraibuna as 19h e tivemos sorte de esperar apenas 5 minutos para a balsa chegar.

Chegamos depois das 20h em Paraibuna e encontramos um quarto triplo no hotel Santinho por R$50/pessoa.


Dia 2: Natividade da Serra - Caraguatatuba (via estrada Petrobras)

Antes de deixar a cidade compramos comida na feira para o caminho. Chegamos na rodovia Tamoios e seguimos sentido Caraguá.


O tempo estava feio, chovendo eventualmente e com muito vento contra. Demoramos um pouco mas chegamos na estrada que vai para Salesópolis depois de andar 20 quilômetros.

Não tinha este trecho como tracklog mas como mapa de fundo, portanto fica uma surpresa saber se o caminho era uma estrada mesmo. Chegamos no bairro do Cedro onde fizemos um lanche e descansamos. Já era quase 12h.

Continuamos por mais dois quilômetros até entrarmos numa estrada de terra que cortava caminho para a estrada da Petrobras. Não tivemos muitas dificuldades de navegação até que a estrada acabava numa casa. Vi que havíamos passado da entrada. O caminho correto ficava escondida e foi bem difícil: uma subida muito íngreme e escorregadia.

Depois de muita subida e um bom tempo chegamos na tal estrada de manutenção da Petrobras. Ela vai seguindo duas linhas de combustível entre São Sebastião e Guararema. Continuamos subindo um bocado até que chegamos. A parte mais alta chega a 1230m de altitude onde intercalam descidas e subidas. São mais descidas, mas não conseguíamos fazer o caminho render.


 A estrada tinha demarcações de quilometragens percebemos que faltavam mais de 30 quilômetros e já era mais de 17h. Já estávamos acostumando com a ideia de andar a noite, quando encontramos algumas casas na beira da estrada. Eram casas de funcionários de uma estação de bombeamento da Petrobras. Conversamos com o pessoal para nos ceder um abrigo para passar a noite e conseguimos.

Todos nós levamos sacos de dormir imaginando a dificuldade de encontrar pousos no litoral. Utilizamos para dormir em um desses abrigos.

Tive uma dificuldade para dormir por causa do chão duro, mas não passei frio. O dia sem banho também não incomodou.


Dia 3: Abrigo Petrobras - Caraguá - Ubatuba

Deixamos o lugar imaginando os longos quilômetros de descida e chegada triunfante em Caraguá, mas a vida é uma caixinha de surpresas.

O dia começou com muitas nuvens de chuva mas não chovia e a estrada estava mais difícil que a gente imaginava: eram inúmeras subidas e descidas. As horas passando e não chegava a descida derradeira.

Finalmente chegamos em um asfalto vicinal da cidade aliviados. Continuamos por uma plantação de cacau até que chegamos na rodovia Rio-Santos. Almoçamos e continuamos pela ciclovia até atravessar a cidade.

Pouco antes de chegar na rodovia novamente, começou a chover mais forte. A rodovia estava cheia de carros, consequência do retorno do feriado e quase todos no sentido Ubatuba  - Caragua.

Os quilômetros passavam e a fila de carros não terminava. Paramos para descansar na divisa das cidades e algumas vezes nos morros já em Ubatuba e nada da fila cessar.

Muitos nos perguntavam se havia acidente e até onde ia a fila de carros. Dizíamos que não havia acidentes e que a fila ia até Caragua, ou seja 20, 30 quilômetros de carro.

Chegamos em Ubatuba pouco  depois das 18h, e conseguimos a pousada Sem Miséria no Itaguá por R$40/pessoa num quarto triplo.

Dia 4: Ubatuba - Pinda

Nossa saída atrasou por causa de uma chuva forte. Por isso tomamos o café bem devagar e esperamos a chuva passar. Começamos o pedal sentido a temida serra de Ubatuba.

As ciclovias da cidade nos levaram até o pé da serra. Inicialmente é tranquilo pois os "cotovelos" ficam do meio para o final da serra. Deu para fazer quase toda subida pedalando, exceto esses cotovelos. A bicicleta quer empinar e o canto é cheio de limbo.

Apesar de não haver congestionamentos na serra, toda hora passavam carros pela gente. Bom que não passam caminhões e passou apenas 1 ônibus.

Comemos no bar que fica no topo da serra, enquanto ventava bastante e fazia frio. De volta no pedal, seguiu-se subidas e descidas sob chuva, até que finalmente chegamos em São Luiz, onde decidimos voltar de ônibus para Taubaté.

Quando chegamos em Taubaté, estava caindo o mundo em forma de água. Pra ajudar a rodoviária estava em reforma e tivemos que tirar as bicicletas na chuva. A Le e a Rosa nos buscaram de carro.










1.5.15

01.05.15 - Atibaia - Joanópolis - São Fco Xavier - Pinda [3 dias]

Dia 1: Atibaia - Piracaia - Joanópolis

Neste feriado do dia do trabalho fizemos um roteiro a partir de Atibaia passando depois pela cachoeira dos Pretos. Partimos 8h de Pinda para chegar em Atibaia 10:45h viajando de ônibus. Nos encontramos com o Jorge e seu pai na frente da rodoviária e tomamos um lanche ali.


Perto do meio-dia começamos o pedal, acompanhados pelo pai do Jorge como apoio, descendo a avenida sentido Bom Jesus dos Perdões. Seguindo esta avenida passamos sob a rodovia D. Pedro. Um pouco depois o asfalto findou-se e continuamos por um trecho bem plano e com muita sombra.

Foi assim até o bairro dos Canedos e na estrada Atibaia - Piracaia que continuamos até Piracaia. Agora a estrada era em asfalto passando pelo bairro Batatuba e depois margeamos a represa Jaguari. Oito quilômetros antes da cidade de Joanópolis chegamos na pousada San Lourenzo onde o Jorge havia reservado nossa estada.

Alugamos uma casa por R$200,00 que ficou R$50 por ciclista. Nos acomodamos e depois seguimos de carro para a cidade para jantar.

Horário: 11:55 - 15:57
Distância: 41,6 km
Tempo em movimento: 04:06h
Média: 14,6 km/h
Altitude Mínima: 737m
Altitude Máxima: 974m
Ganho de altitude: 951m
Perda de altitude: 855m
Sensação de esforço: 3
Km Forasteiro: 42 km
Quem: Eu, Kolb, Isidoro, Jorge, Pai do Jorge

Dia 2: Joanópolis - Cachoeira dos Pretos - São Francisco Xavier

O roteiro do segundo dia era passar pela cachoeira dos Pretos e seguir para o distrito de São Francisco Xavier. Não seria fácil porque teríamos que atravessar uma serrinha, chegando a mais de 1300m de altitude.


Acordamos por volta das 6h e antes das 7h já estávamos na estrada. O dia começou frio, tomamos o café na cidade e seguimos as indicações para a cachoeira dos Pretos. Todo este trecho foi por asfalto com algumas subidas longas.


No caminho encontramos um pouso para romeiros chamado pousada do Pedrão 11-45393439. Interessante por encontrarmos certa dificuldade em reservar pouso na cidade.

A cachoeira fica 12 quilômetros da cidade e fica dentro de uma propriedade. Existe uma infraestrutura bem legal la, com lanchonetes, chales, camping. Ficamos quase uma hora ali e não encontramos mais o Jorge. Na verdade ele nem havia entrado ali, mas continuou a estada para São Francisco achando que a gente seguiu em frente.


Depois da cachoeira começamos uma tendência de subida. O asfalto acabou e muitas árvores sombreavam o caminho. Ficou bastante agradável exceto pelo fato de não saber onde esta o Jorge (também não tínhamos sinal de celular).


Quando viramos a serra, consegui falar com ele e descobrimos que ele já estava em SFX. Nos encontramos novamente uns 30min depois. Almoçamos na padaria / restaurante na frente da praça e ali mesmo negociamos a estada na pousada. Conseguimos reduzir para R$70/pessoa em um quarto simples.

Neste ponto o Jorge e seu pai nos deixou voltando de carro para Campinas pelo caminho que fizemos.

Durante a noite vimos como a vila estava cheia. A maioria dos bares e restaurantes estava bem cheia. Jantamos na pizzaria Eccolo que nos ofereceu pizza por metro muito boa.

Horário: 06:41 - 15:05
Distância: 61,6 km
Tempo em movimento: 05:51h
Média: 10,1 km/h
Altitude Mínima: 728m
Altitude Máxima: 1343m
Ganho de altitude: 1913m
Perda de altitude: 1875m
Sensação de esforço: 4
Km Forasteiro: 34 km
Quem: Eu, Kolb, Isidoro, Jorge, Pai do Jorge

Dia 3: São Francisco Xavier - Monteiro Lobato - Caçapava - Taubaté - Pinda

O pedal do último dia não tinha nenhum trecho novo para mim. Sabia que seria longo mas sem grande morros pelo caminho. Tomamos o café na padaria / restaurante / pousada e começamos o pedal sentido Monteiro Lobato por asfalto.


O dia começou bastante frio (uns 15oC) mas depois de um tempo de pedal, ficou agradável. Neste trecho há apenas um morro mais longo. Chegamos cedo ainda em Monteiro e continuamos sem parar.

Continuamos pelo asfalto sentido São José dos Campos. Apesar de ter mais movimento de carro, é bem mais plana que a estrada para Caçapava direto. Dez quilômetros depois entramos em uma estrada de terra que quase passa desapercebida.

A estrada tinha alguns morros no começo mas depois ficou bastante plana. Pena que neste dia estava bastante movimentada, levantamo muita poeira. Finalmente chegamos em Caçapava para almoçar. Comemos em um restaurante por quilo e seguimos pela Antiga Rio-SP para Taubaté.

A estrada estava bem tranquila mas o sol estava forte. Na frente da fábrica da VW vimos o pátio lotado de carro, reflexo da crise. No caminho passamos na frente da festa do Quiririm e depois por Taubaté. Terminamos o pedal em Pinda depois de andar 100 quilômetros neste dia.

Horário: 07:31 - 16:26
Distância: 100,3 km
Tempo em movimento: 07:08h
Média: 14 km/h
Altitude Mínima: 538m
Altitude Máxima: 861m
Ganho de altitude: 1870m
Perda de altitude: 2048m
Sensação de esforço: 4
Km Forasteiro: 0 km
Quem: Eu, Kolb, Isidoro

19.4.15

19.04.15 - Bragança Paulista [3 dias]

Dia 1: Bragança - Pinhalzinho - Bragança

Feriado de quatro dias, consegui três para andar e escolhi Bragança Paulista. Cheguei de carro e comecei o pedal do centro continuando pela Av. dos Imigrantes até chegar na SP-008 que vai para a cidade de Socorro. Já era perto da hora do almoço e o tempo estava um pouco quente.


Não me lembrava se haviam poucas opções de estrada de terra pela região, mas andei bastante em asfalto e bem movimentado. Felizmente havia bastante acostamento pelo caminho, mas o trafego tira um pouco do sossego.


Pelo caminho passei  por muitas chácaras, barracas de comida, plantações, fábricas e trechos com floresta. Um pouco antes da entrada para Pinhalzinho segui por uma estrada de terra que terminava na cidade.


No centro comprei algumas provisões e descansei na praça. Queria ficar mais mas fui expulso por uma mãe que ficava gritando com a filha dela que andava de velocípede e queria descobrir novos lugares na praça para andar.

Um pouco depois de passar pela cidade voltei a andar por estrada de terra. Passei pelo bairro da Posse, cercada de plantações de hortaliças e algumas fazendas. O caminho ficou bem agradável.

Depois passei pelo bairro Atibaiano até encontrar a SP-095 entre Bragança e Tuiuti, bem na ponte do rio Jaguari. Alguns quilômetros depois jé estava em Bragança numa avenida muito movimentada.

Comecei a procurar hotéis pela cidade, que tem vários. Acabei ficando no Hotel Estância, simples que fica bem no centro da cidade com diária de R$50,00.

Horário: 11:38 - 17:20
Distância: 60 km
Tempo em movimento: 04:06h
Média: 14,6 km/h
Altitude Mínima: 786m
Altitude Máxima: 1020m
Ganho de altitude: 1565m
Perda de altitude: -1565m
Sensação de esforço: 4
Km Forasteiro: 60 km

Dia 2: Bragança - Toledo - Pedra Bela - Bragança

Reservei o trecho  mais longo  para o segundo dia. Passaria pela cidade de Toledo-MG e voltaria passando pela cidade de Pedra Bela.


Comecei por uma estrada que vai para Vargem que desemboca na rodovia Fernão Dias. No bairro Guaripocaba deixei o asfalto e continuei seguindo o norte. Passei pelo bairro da Ponte Alta já na cidade de Vargem.


Depois passei pelo Anhumas com poucas casas. Alias o caminho estava mais deserto. A partir deste ponto o caminho ficou mais difícil com muitas subidas e algumas descidas. Logo passei de 1100m de altitude.


Passei no bairro das Pitangueiras e finalmente cheguei em Toledo. Já havia passado nesta cidade quando andei em Senador Amaral. Parei em uma padaria para comprar provisões e descansar um pouco.

O trecho para Pedra Bela foi em asfalto e a paisagem do caminho estava bem legal por conta de algumas montanhas de pedra pelo caminho. O calor estava forte e acabei cansando mais.

Todo o restante do caminho foi por asfalto. Felizmente bem tranquilo até a SP-008 que havia passado no dia anterior. Cheguei em Bragança um tanto cansado

Horário: 07:34 - 17:22
Distância: 84,9 km
Tempo em movimento: 07:48h
Média: 10,9 km/h
Altitude Mínima: 781m
Altitude Máxima: 1228m
Ganho de altitude: 2534m
Perda de altitude: 2570m
Sensação de esforço: 4
Km Forasteiro: 65,9 km

Dia 3: Bragança - Morungaba - Bragança

Estava um tanto cansado pelos pedais dos dias anteriores e por não ter pedalar rotineiramente. Cheguei a pensar em ir embora, mas resolvi fazer num ritmo mais tranquilo.


Tomei o café e deixei o hotel de carro, estacionando na frente do lago do Taboão. Comecei o pedal pela estrada que leva a rodovia D. Pedro em Itatiba. O destino do dia era a cidade de Morungaba.


Cinco quilômetros depois deixei o asfalto passando por uma estradinha com muitos condomínios. O caminho estava bastante sombreado e não teve nenhum acontecimento relevante. Fiquei pensando em alguns cenários de se fazer uma viagem longa na America do Sul. Já havia feito um rascunho desse projeto: andar cerca de 13k quilômetros entre Brasil, Argentina, Chile, Bolívia e Peru. A única regra de cronograma é que deveria estar em Ushuaia no verão. Estimando uns 6 meses para chegar lá saindo  de casa, o ideal é sair de casa num começo de inverno ou alguns cortes começar depois Julho.

Voltando ao caminho, cheguei em Morungaba cerca de 11h. A cidade é bonita e bem tranquila. Descansei na praça na frente da igreja matriz, comi algo e comecei a voltar pela estrada que vai para Tuiuti.

No trevo que vai para Tuiuti, segui o outro sentido e parei num bar perto do bairro Passa Três. O pessoal ouvia musica caipira num radio na forma de um fusca. Continuei até chegar na SP-095 que vai para Amparo. Segui para Bragança que não demorou a chegar.

Roteiro feito, saí para comprar a linguiça da cidade. Achei em um restaurante dentro do estádio do Bragantino. Finalmente fiz a volta pra casa.

Horário: 07:23 - 15:01
Distância: 70,6 km
Tempo em movimento: 06:44h
Média: 10,5 km/h
Altitude Mínima: 753m
Altitude Máxima: 905m
Ganho de altitude: 1721m
Perda de altitude: 1769m
Sensação de esforço: 4
Km Forasteiro: 60 km

25 - 26.02.2023 - Atibaia - Jarinu - Cps

  Fui para Atibaia no ônibus das 7:30 da empresa Fênix, desembarcando na rodoviária as 8:45 na rodoviária da cidade. Tomei o café e parti p...