Depois que fiz a Rota Imperial entre Ouro Preto e Vitória, descobri lugares interessantes no estado do Espirito Santo e um desses lugares era a região dos Pontões. Trata-se de vários afloramentos rochosos e Pancas é a cidade mais conhecida nesta área.
Além dessa região, inclui uma passagem pelo Pico da Bandeira pelo lado capixaba e a volta pelo sul de Minas passando pela casa da minha tia (Mica e Lucia) em Olimpio Noronha.
Partimos Isidoro e eu em um ônibus para Governador Valadares e a ideia era fazer toda a volta em bicicleta.
Dia 1:
O roteiro era chegar em Conselheiro Pena, distante 77 quilômetros em uma estrada de terra plana e acompanhando a linha do trem e o rio Doce.
Chegamos bem cedo na rodoviária de Governador Valadares e descobrimos que a bicicleta do Isidoro já estava com o cabo do passador de marcha arrebentado. Rodamos a cidade procurando a bicicletaria que podia fazer o serviço na hora e após alguns reveses, conseguimos o conserto.
De fato o caminho era totalmente plano, porém não havia como escapar das costelas de vaca. A linha do trem era bastante ativa e vimos dezenas de trens carregados de minério passando e eventualmente o trêm de passageiros entre BH e Vitória.
O esforço para tentar fugir das costelas de vaca estavam cansando. Decidimos pegar uma balsa para atravessar o rio e chegar no asfalto que fazia o mesmo caminho.
Chegamos a noite.
Dia 2:
Cuparaque foi o destino do dia e este nome significa onça-pintada na língua indígena.
O caminho desta vez foi todo por asfalto passando pelas cidades de Goiabeira e Aldeia.
No trajeto choveu um pouco enquanto vimos as primeira formações rochosas: a pedra do Garrafão e a Pescoço Mole.
Dia 3:
Subimos uma serra em estrada de terra muito bonita. No final conseguimos ver a cidade com as pedras ao fundo.
Entramos no Espírito Santo e o cenário mudou de pastos para plantações de café que eram irrigados. Esta região era mais seca do que estamos acostumados dada as árvores desfolhadas e alguns rios secos.
Dia 4:
A falta de treino estava cobrando seu preço: o caminho estava mais consativo que o normal. Com isso retiramos algumas "voltas" e caminhos em estrada de terra para previlegiar asfalto, assim ganhamos um dia a mais para descansar em Pancas.
Chegamos na cidade na hora do almoço e ligamos para o camping. Disseram que estava fechado e só poderiam abrir no dia seguinte. Conseguimos outra pousada e com isso perdemos tempo. Assim não deu para ir ao mirante para ver os pontões. Usamos o dia para descansar.
Dia 5:
Pedalamos até o camping, montamos a barraca e ficamos o dia conhecendo a plantação de café e cacau da propriedade.
Dia 6:
Seguimos sentido sul chegando em Colatina. A cidade estava empolvorosa e não conseguimos achar um lugar mais tranquilo para almoçar. No fim da tarde chegamos em São Roque do Canaã e nos hospedamos no hotel Corona (bem ruim por sinal).
Percebemos uma diferença no comércio do interior capixaba: praticamente tudo fecha as 6 da tarde, inclusive supermercados.
Dia 7:
Chegamos em Laranja da Terra
Dia 8:
Até então estavamos pedalando em cidades com 150 ou 200 metros de altitude. Agora seria um trecho de subida para alcançarmos cidades de 800 metros de altitude.
Este dia foi cansativo e por isso percorremos 50 quilômetros apenas.
Dia 9:
Estavamos atrasados em um dia para a entrada no parque. Como a entrada para a área de camping era agendada, teriamos que correr ou desistir do parque.
Resolvemos correr e para isso pedalamos 95 qiolômetros e chegamos a noite em Ibitirama.
Dia 10:
Estava cansado do dia anterior mas pelo menos os 40 primeiros quilômetros foram tranquilos até Pedra Menina. Depois foram 10 quilômetros de subida até a entrada do parque e mais 3 quilômetros a pé carregando a bolsa com as tralhas de camping numa subida absurda e a noite. Isso porque não é permitida a entrada de bicicleta no parque.
Foram quase 2 horas para andar 3 quilômetros.
O camping Macieira fica a 1860m de altitude e de madrugada fez frio.
Dia 11:
Subida do pico Minhas pernas queimavam. Coisa de maluco.
Estavamos muito cansados mas não podíamos acampar novamente no parque porque nas quartas ele fica fechado. Descemos e pernoitamos na Pedra Menina.
Dia 12:
Esse dia foi bem mais tranquilo porque o caminho seguia a antiga linha do trem e era uma tendência de descida, seguindo o caminho da Luz. Passamos pela cidade de Espera Feliz, Caianas e finalizamos em Carangola.
Na cidade conseguimos um bom preço na pousada e na refeição.
Dia 13:
Estavamos empolgados em pedalar na antiga linha férrea. Porém a chuva nos pregaria uma peça.
Foi com caminho plano e o tempo nublado que passamos em Faria Lemos-MG, a cidade mais legal de todas, pequena, bonita, limpa e além disso ganhamos café de um pessoal conversando na frente da praça.
Tudo muito bom até que começou a chover. A chuva enlameou a estrada e esta as nossas bicicletas. Não conseguia nem empurrar a bicicleta e foi neste momento que o cambio traseiro da bicicleta do Isidoro quebrou. A capa de chuva dele tinha um fio que enroscou na roda e puxou a cambio.
Conseguimos um abrigo em uma propriedade e ficamos quase duas horas ali. Quando a chuva cessou, continuamos para Tombos. Uma boa alma conseguiu um lavadora de pressão para lavar as bicicletas e a gente na entrada da cidade.
Achamos uma bicicletaria para consertar o cambio e ficamos um bom par de horas ali. Já anoitecendo conseguimos o hotel.
Dia 14:
Com o alvorecer nublado e como cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça, resolvemos só andar no asfalto hoje.
Passamos nas cidades de Porciuncula, Antonio Prado de Minas, Eugenópolis até chegar em Muriaé.
Dia 15:
Asfalto novamente pela BR116, com acostamento, passando em Laranjal onde almoçamos.
Quando faltava 5 quilômetros para Leopoldina, o cubo da minha bicicleta quebrou. A tração não ia para a roda. Tive que andar como se fosse os flintstones, empurrando a bicicleta com os pés. Como eu iria arrumar num sábado a tarde com as lojas fechadas.
Nos hospedamos na cidade e uma vez que estavamos atrasados no cronograma, resolvemos tirar o domingo para avançar por ônibus até Juiz de Fora. Depois outro ônibus para Caxambu usando assim todo o domingo. No dia seguinte levariamos a bicicleta para consertar.
Nos hospedamos no hotel União.
Dia 16:
Foi a parte da manhã para consertar a bicicleta.
Depois pedalamos por Soledade de Minas até acharmos em Olimpio
Dia 17:
Dia livre chuvoso
Dia 18:
Travessia do rio Doce
Fim do dia em Conselheiro Pena - MG
Travessia do rio Doce
Estrada para Cuparaque - MG
Região de Cuparaque - MG
Vista da cidade de Cuparaque - MG
Região de cultivo de café no Espírito Santo
Região dos Pontões em Pancas - ES
Região dos Pontões em Pancas - ES
Chegada em Colatina - ES
Subida do pico da Bandeira - ES
Subida do pico da Bandeira - ES
Trecho do caminho da Luz em Carangola - MG
Trecho do caminho da Luz em Carangola - MG
Trecho do caminho da Faria Lemos - MG
Cachoeira de Tombos, Tombos - MG
Parque das Águas em Caxambu - MG
Parque das Águas em Caxambu - MG
Cabanas no bairro do Charco em Delfim Moreira - MG
Vista do bairro Gomeral em Guaratingueá - SP
A lama pegajosa deu trabalho...