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26.2.22

Viagem Fev/22 Sul de Minas

Resumo

Cidades: Resende-RJ, Passa Vinte-MG, Liberdade, Carvalhos, Aiuruoca, Baependi, Caxambu, Soledade de Minas, São Lourenço, Olimpio Noronha, Pedralva, Piranguinho, Brasópolis

Distância: 257 km
Tempo: 9 dias
Data: 14/Fev/22 a 22/Fev/22



Dia 1 - 14/fev - Resende a Passa Vinte

Cheguei em Resende tomando o ônibus de São José dos Campos e almocei na cidade. O pedal começou as 13h com mais de 30º de temperatura seguindo para Quatis. 

Região de Passa Vinte


Depois que passei por Quatis, começa a subida da serra sentido Minas. Fiz um descanso no bairro do Falcão e peguei água numa bica da vila. Passei para Minas atravessando o Rio Preto e segui para Passa Vinte.
Ferrovia do aço


Choveu durante a subida da serra e ajudou a refrescar.

Ligando para as pousadas da cidade descobri que só existe chamada Sitio Oliveira que fica 2km antes da cidade. Reservei antecipadamente e cheguei por voltas das 17h30 descobrindo um lugar bonito: uma casa com os quartos e um riacho no fundo, toda gramada e vegetação no entorno.

A pousada custou R$80 com café.

Dia 2  - 15/fev - Passa Vinte a Liberdade

Depois do café na pousada fui para o centro. A cidade é pequena com pouco mais de 2000 habitantes. Peguei água numa fonte e seui em frente.

Casa antiga


A subida estava mais forte até o bairro de Carlos Euler depios ficou suave e bem sombreada. Neste trecho começou a chover. Levei apenas oleo pouco viscoso e depois das chuvas a corrente ficava seca, agarrando nos dentes da coroa. Eu tive que limpar a corrente e lubrificar várias vezes no caminho todo.


Cheguei na cidade por volta das 16h e me hospedei no hotel Central por R$80.
Subida da serra para Liberdade/MG


Planejei chegar em Aiuruoca mas eu estava fora de forma, subidas e tive o problema na corrente não permitiu andar mais que os 36 quilômetros.



Dia 3 - 16/fev - Liberdade a Aiuruoca

Tomei café e parti com sol forte sentido Carvalhos. O caminho seguia uma antiga linha de trem em uma subida bem suave e longa. 

Vista da cidade de Aiuruoca/MG


Almocei em Carvalhos onde soube da tragédia em Petrópolis no dia anterior. Lembrei que choveu forte mas rápido e fiquei mais atento com a chuva a partir dai.
Essa região tem bastante água disponível


Choveu novamente nesse trecho. 

Cidade de Aiuruoca/MG


Cheguei finalmente em Aiuruoca e me hospedei em na pousada do Waldir por R$80 depois 42 km.

Dia 4 - 17/fev - Aiuruoca a Baependi

Sabendo que o dia seria o mais difícil da viagem sai mais cedo, pouco depois das 7h. Este trecho é o mesmo do caminho dos Anjos até Caxambu.
Começo da serra do Papagaio


O caminho desde a pousada foi de subida e logo depois das 8h ja estava quente.

Subindo a serra do Papagaio


Segui sentido cachoeira dos Garcias e a subida era pedalável mas depois de uns 5km o caminho ficou bem mais íngreme. Dava-se para notar calçamento pé-de-moleque nas subidas mais fortes.



Quando passei pela entrada da cachoeira dos Garcias vi que não tinha muita margem para ir lá. 

Topo da serra


Continuei subindo por 1 ou 2 quilômetros ainda até chegar em uma bifurcação onde tomei a direita pela mata. No começo desviei dos galhos no caminho até quando começou uma descida técnica.

Chuva chegando


Depois de terminar a descida o caminho ficou seguindo o rio Baependi. Como seguia até a cidade, me enganei achando que o caminho seria mais fácil. A estrada atravessava muitos morros e nesse momento choveu. 

Acabei chegando a noite na cidade bastante cansado e fiquei na primeira pousada que achei o hotel Catagua por R$60.

Foi um dos trechos mais difíceis que já fiz somando 50km.

Dia 5 - 18/fev - Baependi a Olimpio Noronha

Este é o dia que eu chego na casa da minha tia em Olimpio Noronha. 

Muita lama do dia anterior


Fiz a limpeza da bicicleta retirando o excesso de areia e lubrificando a corrente.



Comecei pela estrada até Caxambu mas não entrei na cidade, seguindo a BR267 sentido Camanducaia, já sabendo que andaria pouco por ali pois a estrada não tem acostamento e passam muitos caminhões.

Antigo leito da linha de trem

Logo depois do trevo para São Lourenço, deixei o asfalto seguindo por uma estrada de terra que diminuia bastante a distância. Poderia ir por São Lourenço e Carmo de Minas ou por Cambuquira e Lambari que aumentava bem o caminho.
Ponte do bairro do Freitas

O caminho é bem plano passando por uma antiga linha de trem. Porém cheveu bastante na noite anterior e havia muito barro. Tudo foi tranquilo até chegar na ponte do bairro Freitas.

Ponte sendo refeita em Soldade de Minas

Está é uma ponte que passa sobre o rio Verde e desde um bom tempo ela estava cada mas passava sobre o rio e era possível atravessar, eu havia feito isso algumas vezes no passado. Quando cheguei vi a ponte submersa.

Fiquei desanimado pois não havia ninguém disponivel para me atravessar por barco e sabia que a volta seria longa. O caminho segue para Soledade de Minas e tem muitos morros. Foi dificil mas cheguei lá.

Continuei para São Lourenço e tomei um onibus para Olimpio pois sabia que não chegaria no mesmo dia. 

Cheguei por volta das 16h30.

Dia 6,7,8 - 19-20-21/fev - Olimpio Noronha

Esses dias usei para descansar, lavar a bicicleta, lubrificar a corrente, conversar.

Dia 9 - 22/fev - Olimpio Noronha a Brasópolis

A ideia era chegar em Itajuba e embarcar no ônibus para São José dos Campos, mas como vi que chegaria muito cedo, resolvi andar mais até Brasópolis.

Pedal por estrada de terra passando por Vargem Alegre até a rodovia MG347 e seguindo para Pedralva. Nesse trecho tem uma subida longa e depois uma descida igual. Descansei um pouco na cidade e continuei sentido Piranguinho parando para almoçar perto da cidade. 

Segui para Brasópolis com bastante tempo ainda pois o ônibus parte de Itajubá 17h e depois passa em Brasopolis 17h40 e ainda eram 13h30.

Este trecho é asfalto sem acostamento mas pouco movimentado, mesmo assim tinha que andar atento. Cheguei em Brasopolis quase 15h. Daria tempo para chegar em Paraisópolis até 18h (hora que o mesmo ônibus passa la) mas não teria muita margem para os 25km visto que já havia andado 80km.

Comprei a passagem e aguardei o ônibus chegando em São José pela noite.




4.7.09

Bike: Aiuruoca - Carvalhos - Liberdade - Bom Jardim de Minas

Deixamos a "casa dos papagaios" e fomos recebidos por uma subida forte logo após o cemitério da cidade. Pegamos nevoeiro no começo do dia, mas logo o sol saiu.


Chegamos 12h em Carvalhos onde tomamos um lanche rápido pois ainda faltavam 2/3 do caminho no dia. Infelizmente não foi possível desfrutar das cachoeiras da cidade (vistas previamente), mas visitamos a igreja matriz e mais alguma coisa.


Adiante passamos por uma bela represa onde saia um encanamento enorme para um gerador lá no vale. Mais alguns quilômetros chegamos no asfalto que dá acesso a Liberdade. Foi uma subida de 4km sofrível até chegarmos num bar/restaurante para descansar um pouco e repor a água que havia acabado.


No trecho final passamos por algumas subidas e descidas mas no geral não foi difícil pois era uma tendência de descida até chegarmos novamente no asfalto. Passamos sob a ponte da ferrovia do aço até chegarmos na cidade de Bom Jardim já bem cansados. Seguimos direto para o hotel já reservado.


Durante a noite andamos na cidade, bem agitada por sinal, principalmente os bares. Jantamos num restaurante com fogão a lenha, foi demais.

Data: 04/Jul/2009
Sensação de esforço: 4 (1-5)
Tempo: nublado / sol
Temperatura: amena
Piso: 75% terra; 25% asfalto
Disposição: boa
Horário Inicial: 08:00h
Horário Final: 17:45h
Tempo Pedalado: 7:11:50h
Distância: 64,72km
Média Pedalada: 8,9km/h
Dist. Parcial Bike:
Dist. Total Bike: 7332,21 km
Pontos de Referência:
Quem: Eu, Isidoro, Kolb e Jorge

3.7.09

Bike: Alagoa - Aiuruoca

No segundo dia podíamos acordar um pouco mais tarde, uma vez que o caminho seria mais fácil. Então fizemos as coisas com mais calma. Tomamos o café da pousada calmamente (muito bom por sinal) e tiramos fotos da cidade.


Depois de um quilômetro pedalado, percebi que a rota não era aquela, mas seguíamos por uma paralela, então continuamos nela até uma fazenda. Felizmente o pessoal de lá nos mostrou o caminho por trilha até a estrada principal. No final das contas o caminho tinha mais morro mas a paisagem valeu.


O tempo nesse dia estava nublado e começou a chover, bem fraco é verdade. No caminho havia muitas subidas e descidas curtas e isso acabou cansando a gente no final.
Na metade do caminho o Isidoro viu uma casinha com uma roda d'água em funcionamento. Pedimos para a dona deixar a gente ver e era bem interessante: abaixo da casinha havia uma roda pequena até (uns 40cm de diâmetro) girada pela água por um dos lados. Dali tinha um eixo que ia pra casinha e girava uma pedra contra a outra para moer milho que entrava num buraco da pedra. Além disso havia um mecanismo que jogava mais milho pra moer pela própria trepidação da pedra e no final o fubá pronto.


Infelizmente não possível ver cachoeiras, com exceção de uma no próprio caminho (acho que se chama do Vertedouro). Percebemos que elas ficam fora do caminho que passamos.

Ficamos na casa de uma senhora (não lembro o nome) que encontramos no dia. Perambulamos à noite pela cidade, que tem um movimento maior. Mais tarde começou a chover forte, motivando minha vontade de ir para a cama.


Data: 03/Jul/2009
Sensação de esforço: 3 (1-5)
Tempo: nublado / chuva
Temperatura: amena
Piso: 95% terra; 5% trilha
Disposição: boa
Horário Inicial: 09:00h
Horário Final: ~16:30h
Tempo Pedalado: 4:39:32h
Distância: 38,27km
Média Pedalada: 8,2km/h
Dist. Parcial Bike:
Dist. Total Bike: 7267,49 km
Pontos de Referência:
Quem: Eu, Isidoro, Kolb e Jorge