25.9.13

25.09.13 - D5: Luminárias - São Tome das Letras

Acordei umas 3h da manhã com o lanche que comi da noite rodando no meu estômago. Enrolei um pouco na cama e umas 5h comecei a arrumar minhas coisas. Fiquei sem tomar café e saí cedo.

Pouco depois de sair da cidade não deu: vomitei a janta passada. Isso me fez sentir bem melhor e continuei. Enquanto estava na estrada principal, passei por muitas extrações de pedra São Tome e fazendas de criação de gado. O dia estava nublado e ameno.

Certa hora parei num ponto com uma placa indicando uma pinguela onde o caminho era praticamente uma trilha mas passei reto. Mais de um quilômetro e alguns morros depois, vi no GPS que estava errado... era para eu pegar o caminho da pinguela. Isso desanimou: fiquei uns 5min convencendo minhas pernas a voltar.


Peguei a trilha da pinguela, que na parte baixa passava o rio numa ponte de pedestre (melhor que pinguela). A partir daí o caminho ficou mais difícil, sem trechos planos muito isolado. O chão era boa parte formado de pedra com muitas casas de trabalhadores abandonadas.


Meu planejamento de levar 1.1/2 litro de água falhou pois achei que 20km seriam mais fáceis. Pedi água numa fazenda e mesmo assim tomei toda a água e cheguei com sede no bairro do Sobradinho. Além disso meu pneu furou e tive que reapertar o parafuso da inclinação do selim (os dentes que controlam a inclinação estavam gastos). Também meu celular estava caindo do suporte deixando o dia estressante.


Finalmente cheguei no bairro. Comprei 3 litros de água, tomei quase 1 litro de cara e levei o restante. O trecho até São Tome era mais fácil, mas como estava bem cansado e sem nenhuma refeição, qualquer morro mais forte estava empurrando.

Às 14h estava na bifurcação São Tome / cachoeiras e Conceição do Rio Verde. Daria para ir, mas como estava bem cansado, resolvi subir o serra para São Tome. Foi cansativo mas cheguei antes das 15h na rodoviária. Peguei o ônibus para Três Corações e depois para Olimpio, finalizando minha viagem.

Analisando como um todo a viagem não foi difícil fisicamente, mas meus cálculos errados de provisão de água, deixaram o caminho menso prazeroso. As cidades pequenas são bem tranquilas e agradáveis. O visual foi muito bom por causa das cachoeiras, montanhas de pedra, casarões, árvores, etc. Com certeza valeu a pena.


D5: Luminárias - São Tome das Letras
Data: 25/9/2013 Dificuldade: 5
Distância: 41,02 km Km Forasteiro: 25 km
Odômetro: 28819,75 km Média: 10 km/h
Tempo: 05:00:00 Horário: 06:30h - 14:50h
Quem: Eu
Itinerário: Luminárias - B. Sobradinho - São Tome das Letras
Resumo:

24.9.13

24.09.13 - D4: Itutinga - Luminárias

A rodovia BR-265 passa quase dentro da cidade e por ela segui sentido Lavras. Deixei de seguir para o norte para andar sentido oeste. Tenho percebido que andar norte-sul ou vice-versa tende a ser mais difícil, pois atravessamos mais morros ao invés de acompanhá-los.


Este trecho não tem acostamento asfaltado e tinha certo movimento de caminhões. Sempre quando eles vinham, eu caia para a terra e aproveitava para descansar. A preocupação com o tráfego é inversamente proporcional ao prazer de andar. Isso se traduz em menos fotos.


Foram 20 quilômetros razoavelmente feitos rapidamente até o acesso a Itumirim. Daí comecei a andar sentido sul e com ele mais morros. Cheguei pouco depois em Itumirim. O rio Capivari e a linha férrea cortam a cidade que parece bem simpática.


Deixei o asfalto da cidade seguindo pela estrada de terra que leva a Ingai. Atravessei uma serra que fica atras da cidade sem maiores dificuldades. Nesse momento via nuvens carregadas para o lado que eu ia e já previa o pior. Alguns quilômetros depois a chuva chegou e forte. Para minha alegria havia um ponto de ônibus para me abrigar. Havia 2 sujeitos de moto ali também. Conversamos sobre a minha viagem: eles gostam de saber das cidades que já passei e pra onde vou.


A chuva demorou uns 30min e depois continuei. Cheguei logo em Ingai onde almocei e conversei com um senhor que me disse que ia chover de novo. Não acreditei pois havia acabado de chover e o tempo estava bem mais limpo. Segui para Luminárias pelo asfalto. Não deu 1h depois o tempo fechou de novo e choveu forte. Putz. Mas para minha sorte novamente, havia outro ponto de ônibus para me abrigar. Novamente um motoqueiro lá para conversar. Aproveitei o tempo para trocar meu pneu, que estava murchando com o tempo.

Depois do trevo Luminarias/Lavras, a estrada começou a subir. Foi uma subida leve mas contínua e quando vi estava em cima da serra. A descida foi alucinante: fiz 70km/h. Depois disso a estrada ficou razoavelmente plana até a chagada de Luminárias, que me recebia com um subida forte.

Fiquei na pousada Vó Vevinha por R$30 que fica na parte de trás de um bar. A cidade não é bonita como as outras que passei e uma coisa percebi: muitos bares. Usei a lan house, comprei 3l de água e comi um lanche antes de voltar para dormir.


D4: Itutinga - Luminárias
Data: 24/9/2013 Dificuldade: 4
Distância: 67,02 km Km Forasteiro: 67 km
Odômetro: 28778,73 km Média: 10 km/h
Tempo: 06:00:00 Horário: 07:30h - 17:00h
Quem: Eu
Itinerário: Itutinga - BR265 - Itumirim - Ingai - Luminárias
Resumo:

23.9.13

23.09.13 - D3: Carrancas - Itutinga

Como o dia anterior não consegui visitar nenhuma cachoeira, inclui a visitação no roteiro do dia, o que fatalmente iria reduzir minhas chances de chegar em Itumirim no final do dia. Saí o mais cedo que consegui, logo após o café reforçado, peguei água na praça e segui sentido cachoeira da Fumaça.


A cachoeira da Fumaça é a única cachoeira em local público da cidade e cheguei nela com o tempo bem fechado, ameaçando chover. Ela tem 2 quedas além de outra visível no morro ao lado. É muito bonita mas nota-se que ela é poluída.


Voltei um trecho e segui sentido cachoeira da Esmeralda. Apesar de ser uma propriedade privada, não é pago e existe no local uma lanchonete. De longe se vê uma longa pedra inclinada com água passando por cima. Na parte superior há um poço cercado por árvores de cerrado e pedras desgastadas pelo tempo.


Continuei pela estrada passando por algumas propriedades e depois por um lugar bem isolado, subindo o morro. O trecho de subida foi longo e tive que empurrar vários trechos por causa das pedras na estrada. Quando cheguei no topo, a estrada seguia pela borda do morro bem inclinado. Era possível ver a estrada indo bem longe e o cenário era muito legal.


Terminei no asfalto para Itutinga, bem no topo do morro. A descida fiquei com frio na barriga de tão inclinada era o morro. Depois disso foi um sobe-desce até a cidade, passando perto da represa de Itutinga. Cheguei na cidade no fim do dia e logo achei a pousada Dona Julia por R$35. Jantei um prato feito num restaurante de uma senhora na frente da praça por R$10 e logo após a refeição começou a chover. Dai voltei para o quarto arranjar as coisas para o dia seguinte.


D3: Carrancas - Itutinga
Data: 23/9/2013 Dificuldade: 4
Distância: 54,56 km Km Forasteiro: 55 km
Odômetro: 28711,71 km Média: 10 km/h
Tempo: 05:24:14 Horário: 07:30h - 18:10h
Quem: Eu
Itinerário: Carrancas - Cach. Esmeralda - MG451 - Itutinga
Resumo:

22.9.13

22.09.13 - D2: Cruzilia - Carrancas

Tomei o café da pousada e deixei a cidade pouco depois das 7h. Comecei pelo asfalto sentido Minduri mas depois de uma subida longa, virei à esquerda por uma estrada de terra. Por causa da subida longa eu tomei 1/3 da água. O dia estava quente logo cedo e pelo caminho havia poucos bairros ou bicas.


Pelo caminho vi muita plantação de sorgo e milho para gado, além de eucaliptos. Passei pela divisa entre Cruzilia e Carrancas na metade da distância e quase sem água. Passei por um casarão imponente e desse ponto já procurava sombras para descansar. Minha sorte foi que logo depois passei por uma bica onde tomei 1/2l de água de cara e enchi minhas garrafinhas.


Continuei o caminho por entre montanhas de pedra e cenário de cerrado e quando cheguei na bifurcação para a estação Carrancas (antiga estação de trem) minha água já havia acabado novamente (incríveis 1 1/2 l para 20 quilômetros). Entrei na estrada que vai para a cachoeira da esmeralda e peguei água num córrego ali.


Voltei e cheguei na cidade bem cansado por causa do calor. Fiquei na pousada Caminho das Águas por R$60 e excelente café. À noite peguei água na praça e fiquei perambulando até dar hora de dormir.



D2: Cruzilia - Carrancas
Data: Dificuldade: 4
Distância: 62,8 km Km Forasteiro: 63 km
Odômetro: 28657,11 km Média: 11,3 km/h
Tempo: 05:36:41 Horário: 07:05h - 16:16h
Quem: Eu
Itinerário: Cruzilia - Estr Real - Carrancas
Resumo:

21.9.13

21.09.13 - D1: Olimpio Noronha - Cruzilia

Consegui de última hora uma folga de uma semana e com isso montei um roteiro às pressas a partir de Olimpio Noronha-MG. Havia planejado anteriormente um roteiro pela região de Carrancas e adaptei para 6 dias.


Comecei pela BR-460 sentido Carmo de Minas por cerca de 20 quilômetros. O movimento de carros esta acima do normal mas nada que atrapalhasse muito. Quase no topo da serra saí da rodovia numa estrada de terra à esquerda passando num bairro. A parte de terra não durou muito e logo cheguei no asfalto entre Carmo e Soledade de Minas e segui para a segunda cidade.


Como a estrada era praticamente plana, cheguei cedo em Soledade para ver o trem de São Lourenço. A cidade estava agitada por causa disso, mas somente perto da estação. Penei um pouco para achar a entrada da rodovia para Caxambu que fica do outro lado da cidade, mas perguntando aqui e ali, achei.


A rodovia continuava plana e cheguei em Caxambu. Praticamente passei direto, apenas passando num supermercado na cidade, resolvendo conhecer melhor a cidade de Baependi, que fica a 4km dali. Apesar de ser bem próxima, havia um morro pra atravessar. Na cidade passei pela igreja da Nha Chica e no centro da cidade.

A partir de Baependi, fiz o trecho de asfalto até Cruzilia sob um calor forte e muitas subidas. Na cidade fiquei no Hotel Real, na frente da igreja matriz pagando R$45. A cidade é bonita e limpa. À noite jantei um bom prato feito num restaurante por R$9 e não me demorei para ir dormir.


D1: Olimpio Noronha - Cruzilia
Data: 21/9/2013 Dificuldade: 4
Distância: 82,6 km Km Forasteiro: 62 km
Odômetro: 28593,31 km Média: 13,5 km/h
Tempo: 06:04:29 Horário: 07:20h - 17:15h
Quem: Eu
Itinerário: Olimpio Noronha - BR460 - MG383 - Caxambu - Baependi - Cruzilia
Resumo:

24.8.13

24.08.13 - Olimpio - Conc. Rio Verde (via B. Freitas)

Depois de dois meses, fiz um novo pedal por Olimpio Noronha. Planejei um pedal mais longo e resolvi estrear meu pneu liso de 1,5" e 50lb de pressão, portanto a maior parte do caminho foi por asfalto. Pela manhã o dia estava bem frio, mas como sabia logo estaria quente, fui sem blusa.


Comecei pelo asfalto que vai para Carmo de Minas, que estava praticamente sem trafego. Aí já notei um ganho de desempenho com relação ao pneu com cravos. Além disso notei que ele faz menos ruído.


Depois de 17 quilômetros, saí da principal e segui a placa indicando para o bairro dos Freitas. Queria saber como seria o pneu liso em estrada de terra. A estrada era bem mantida, sem pedras ou areia solta e com poucos morros. Percebi novamente que o rendimento era melhor mas eu tinha que mais atento desviando de alguns buracos e pedras pelo caminho.


Depois de mais quase 10 quilômetros cheguei no Freitas, famoso pela ponte caída, mas que ainda é possível passar a pé. Como há casas dos dois lados do rio Verde, adaptaram uma escada na rampa inclinada que a ponte formou. No meio a ponte fica a um metro do rio.


Descansei na antiga estação do bairro e segui pela esquerda. Depois o caminho ficou plano, passando por um vale até o asfalto da BR267 Esta BR tem a fama de muito trafego, principalmente de caminhões., além de não ter acostamento. Pelo que notei não chega a ter o transito da Rod. Dutra, mas tem que andar bem atento. Ficava olhando para trás e quando via um caminhão, já pulava para o acostamento de terra.


Foi assim até o trevo para Lambari/ Campanha. Segui para a primeira opção e o transito acalmou. Peguei várias retas e sol quente na cabeça até Lambari. Descansei na praça, peguei a água da fonte e segui. Já sentia um tanto cansado quando cheguei em Jesuânia e um pouco mais cansado em Olimpio, depois de quase 100 quilômetros.


O pneu liso vale muito em trechos longos com mais asfalto, possibilitando caminhos mais longos que o convencional.


Olimpio - Conc. Rio Verde (via B. Freitas)
Data: Dificuldade: 4
Distância: 96.07 km Km Forasteiro: 54 km
Odômetro: 28282.81 km Média: 18.2 km/h
Tempo: 05:16:41 Horário: 07:15h - 15:00h
Quem: Eu
Itinerário: Olimpio - BR-460 - B. Freitas - BR-267 - MG-460 - Lambari - BR-460 - Jesuania - Olimpio
Resumo:

10.8.13

10.08.13 - D8 - Visconde de Maua - Pinda (via Dutra)

Era o último dia de viagem e voltaríamos para Pinda totalmente por asfalto. O começo do pedal era de subida e no topo da serra havia um mirante onde víamos Resende.


A descida da serra foi bem legal com algumas curvas fechadas. Pelo caminho vimos vários ciclistas subindo a serra. Continuamos por um trecho mais ou menos plano e chegamos em Penedo. Ficamos um pouco ali e continuamos, chegando na Dutra um pouco depois.


Andar na Dutra não é prazeroso por causa do trafego e das pontes estreitas, além disso o dia estava quente. Em Queluz procuramos um lugar para almoçar e acabamos achando o Graal. Em Queluz mesmo resolvemos pegar um ônibus e descobrimos que em 10 min passaria um para Aparecida, reduzindo o caminho em uns 40km.

Demoramos mais de 1h para chegar em Aparecida. Decidimos terminar pedalando e chegamos em Pinda já a noite.

Resumindo a viagem, achei o caminho com boa dificuldade física, mas como as quilometragens eram baixas e fizemos devagar, foi até agradável. Evidente que a serra da Mantiqueira é show aparte e pelo caminho encontramos poucas pessoas. No geral passamos por vilas bem pouco povoadas.


D8 - Visconde de Maua - Pinda (via Dutra)
Data: 8/10/2013 Dificuldade: 4
Distância: 95.14 km Km Forasteiro: 95 km
Odômetro: 28093.41 km Média: 16 km/h
Tempo: 05:55:48 Horário: 08:00h - 18:30h
Quem: Eu, Kolb, Isidoro
Itinerário: Visconde de Maua, RJ-163, B. Penedo, Itatiaia, Queluz, Onibus, Aparecida, Pinda
Resumo: