05.09.15 - Estrada da Petrobras e Litoral Norte - SP

Neste feriado da Independência e Nossa Sra do Bom Sucesso (municipal) decidimos fazer uma pequena viagem. Tínhamos o desejo de andar pela estrada da Petrobras que liga Salesópolis a Caragua / São Sebastião.




A ideia era viajar de ônibus para São Jose dos Campos e pedalar até Salesópolis. No dia seguinte fazer a estrada da Petrobrás e pousar em Caragua. Depois ir até Ubatuba e finalmente voltar para Pinda pela rodovia Oswaldo Cruz.

Não era um roteiro fácil, mas com os imprevistos, tornou-se uma aventura.

Dia 1: Pinda - Natividade da Serra


O ônibus estava agendado para 8:30h para São Jose. Já na hora de embarcar descobrimos que o bagageiro do veículo era muito pequeno: não cabia ao menos uma bicicleta.

A fase da negação durou alguns minutos e quando chegou a aceitação decidimos realizar o plano B (elaborado na hora). Quilometragem pra cá, atalho pra lá, resolvemos ir de bicicleta até Paraibuna e chegar na estrada da Petrobrás pela rodovia Tamoios.

Começamos o pedal seguindo para Taubaté pela estrada velha. Continuamos paralelos com a rodovia Pres. Dutra até entrar na rodovia Oswaldo Cruz, sentido Ubatuba.

O tempo estava nublado e agradável mas pegamos vento contra no caminho. A gente nem sabia que ia pegar muita chuva nos dias seguintes.


Andamos aproximadamente 20 quilômetros até entrarmos na estrada para Redenção da Serra, SP-121. Este trecho tem uma serra pra subir além de cerca de 20 quilômetros até a cidade. Chegamos em Redenção por volta das 13h e observamos a represa com nível de água muito baixo (da ponte não se vê água da represa).

Almoçamos no restaurante Paraiso, na entrada da cidade e com comida muito boa. Continuamos pelo asfalto sentido Natividade da Serra. Depois da ponte sobre a represa e divisa entre as cidades, deixamos o asfalto para enveredarmos na estrada para Paraibuna.

Neste trecho nunca havíamos andado e logo tivemos um frio na barriga: uma cancela na frente de uma casa com dizeres de proibido pessoas estranhas. Felizmente permitiram nossa passagem.


Por causa da estrada serpenteando a represa e as subidas e descidas constantes, percebemos que íamos chegar a noite. De fato chegamos na balsa para Paraibuna as 19h e tivemos sorte de esperar apenas 5 minutos para a balsa chegar.

Chegamos depois das 20h em Paraibuna e encontramos um quarto triplo no hotel Santinho por R$50/pessoa.


Dia 2: Natividade da Serra - Caraguatatuba (via estrada Petrobras)

Antes de deixar a cidade compramos comida na feira para o caminho. Chegamos na rodovia Tamoios e seguimos sentido Caraguá.


O tempo estava feio, chovendo eventualmente e com muito vento contra. Demoramos um pouco mas chegamos na estrada que vai para Salesópolis depois de andar 20 quilômetros.

Não tinha este trecho como tracklog mas como mapa de fundo, portanto fica uma surpresa saber se o caminho era uma estrada mesmo. Chegamos no bairro do Cedro onde fizemos um lanche e descansamos. Já era quase 12h.

Continuamos por mais dois quilômetros até entrarmos numa estrada de terra que cortava caminho para a estrada da Petrobras. Não tivemos muitas dificuldades de navegação até que a estrada acabava numa casa. Vi que havíamos passado da entrada. O caminho correto ficava escondida e foi bem difícil: uma subida muito íngreme e escorregadia.

Depois de muita subida e um bom tempo chegamos na tal estrada de manutenção da Petrobras. Ela vai seguindo duas linhas de combustível entre São Sebastião e Guararema. Continuamos subindo um bocado até que chegamos. A parte mais alta chega a 1230m de altitude onde intercalam descidas e subidas. São mais descidas, mas não conseguíamos fazer o caminho render.


 A estrada tinha demarcações de quilometragens percebemos que faltavam mais de 30 quilômetros e já era mais de 17h. Já estávamos acostumando com a ideia de andar a noite, quando encontramos algumas casas na beira da estrada. Eram casas de funcionários de uma estação de bombeamento da Petrobras. Conversamos com o pessoal para nos ceder um abrigo para passar a noite e conseguimos.

Todos nós levamos sacos de dormir imaginando a dificuldade de encontrar pousos no litoral. Utilizamos para dormir em um desses abrigos.

Tive uma dificuldade para dormir por causa do chão duro, mas não passei frio. O dia sem banho também não incomodou.


Dia 3: Abrigo Petrobras - Caraguá - Ubatuba

Deixamos o lugar imaginando os longos quilômetros de descida e chegada triunfante em Caraguá, mas a vida é uma caixinha de surpresas.

O dia começou com muitas nuvens de chuva mas não chovia e a estrada estava mais difícil que a gente imaginava: eram inúmeras subidas e descidas. As horas passando e não chegava a descida derradeira.

Finalmente chegamos em um asfalto vicinal da cidade aliviados. Continuamos por uma plantação de cacau até que chegamos na rodovia Rio-Santos. Almoçamos e continuamos pela ciclovia até atravessar a cidade.

Pouco antes de chegar na rodovia novamente, começou a chover mais forte. A rodovia estava cheia de carros, consequência do retorno do feriado e quase todos no sentido Ubatuba  - Caragua.

Os quilômetros passavam e a fila de carros não terminava. Paramos para descansar na divisa das cidades e algumas vezes nos morros já em Ubatuba e nada da fila cessar.

Muitos nos perguntavam se havia acidente e até onde ia a fila de carros. Dizíamos que não havia acidentes e que a fila ia até Caragua, ou seja 20, 30 quilômetros de carro.

Chegamos em Ubatuba pouco  depois das 18h, e conseguimos a pousada Sem Miséria no Itaguá por R$40/pessoa num quarto triplo.

Dia 4: Ubatuba - Pinda

Nossa saída atrasou por causa de uma chuva forte. Por isso tomamos o café bem devagar e esperamos a chuva passar. Começamos o pedal sentido a temida serra de Ubatuba.

As ciclovias da cidade nos levaram até o pé da serra. Inicialmente é tranquilo pois os "cotovelos" ficam do meio para o final da serra. Deu para fazer quase toda subida pedalando, exceto esses cotovelos. A bicicleta quer empinar e o canto é cheio de limbo.

Apesar de não haver congestionamentos na serra, toda hora passavam carros pela gente. Bom que não passam caminhões e passou apenas 1 ônibus.

Comemos no bar que fica no topo da serra, enquanto ventava bastante e fazia frio. De volta no pedal, seguiu-se subidas e descidas sob chuva, até que finalmente chegamos em São Luiz, onde decidimos voltar de ônibus para Taubaté.

Quando chegamos em Taubaté, estava caindo o mundo em forma de água. Pra ajudar a rodoviária estava em reforma e tivemos que tirar as bicicletas na chuva. A Le e a Rosa nos buscaram de carro.










01.05.15 - Atibaia - Joanópolis - São Fco Xavier - Pinda [3 dias]

Dia 1: Atibaia - Piracaia - Joanópolis

Neste feriado do dia do trabalho fizemos um roteiro a partir de Atibaia passando depois pela cachoeira dos Pretos. Partimos 8h de Pinda para chegar em Atibaia 10:45h viajando de ônibus. Nos encontramos com o Jorge e seu pai na frente da rodoviária e tomamos um lanche ali.


Perto do meio-dia começamos o pedal, acompanhados pelo pai do Jorge como apoio, descendo a avenida sentido Bom Jesus dos Perdões. Seguindo esta avenida passamos sob a rodovia D. Pedro. Um pouco depois o asfalto findou-se e continuamos por um trecho bem plano e com muita sombra.

Foi assim até o bairro dos Canedos e na estrada Atibaia - Piracaia que continuamos até Piracaia. Agora a estrada era em asfalto passando pelo bairro Batatuba e depois margeamos a represa Jaguari. Oito quilômetros antes da cidade de Joanópolis chegamos na pousada San Lourenzo onde o Jorge havia reservado nossa estada.

Alugamos uma casa por R$200,00 que ficou R$50 por ciclista. Nos acomodamos e depois seguimos de carro para a cidade para jantar.

Horário: 11:55 - 15:57
Distância: 41,6 km
Tempo em movimento: 04:06h
Média: 14,6 km/h
Altitude Mínima: 737m
Altitude Máxima: 974m
Ganho de altitude: 951m
Perda de altitude: 855m
Sensação de esforço: 3
Km Forasteiro: 42 km
Quem: Eu, Kolb, Isidoro, Jorge, Pai do Jorge

Dia 2: Joanópolis - Cachoeira dos Pretos - São Francisco Xavier

O roteiro do segundo dia era passar pela cachoeira dos Pretos e seguir para o distrito de São Francisco Xavier. Não seria fácil porque teríamos que atravessar uma serrinha, chegando a mais de 1300m de altitude.


Acordamos por volta das 6h e antes das 7h já estávamos na estrada. O dia começou frio, tomamos o café na cidade e seguimos as indicações para a cachoeira dos Pretos. Todo este trecho foi por asfalto com algumas subidas longas.


No caminho encontramos um pouso para romeiros chamado pousada do Pedrão 11-45393439. Interessante por encontrarmos certa dificuldade em reservar pouso na cidade.

A cachoeira fica 12 quilômetros da cidade e fica dentro de uma propriedade. Existe uma infraestrutura bem legal la, com lanchonetes, chales, camping. Ficamos quase uma hora ali e não encontramos mais o Jorge. Na verdade ele nem havia entrado ali, mas continuou a estada para São Francisco achando que a gente seguiu em frente.


Depois da cachoeira começamos uma tendência de subida. O asfalto acabou e muitas árvores sombreavam o caminho. Ficou bastante agradável exceto pelo fato de não saber onde esta o Jorge (também não tínhamos sinal de celular).


Quando viramos a serra, consegui falar com ele e descobrimos que ele já estava em SFX. Nos encontramos novamente uns 30min depois. Almoçamos na padaria / restaurante na frente da praça e ali mesmo negociamos a estada na pousada. Conseguimos reduzir para R$70/pessoa em um quarto simples.

Neste ponto o Jorge e seu pai nos deixou voltando de carro para Campinas pelo caminho que fizemos.

Durante a noite vimos como a vila estava cheia. A maioria dos bares e restaurantes estava bem cheia. Jantamos na pizzaria Eccolo que nos ofereceu pizza por metro muito boa.

Horário: 06:41 - 15:05
Distância: 61,6 km
Tempo em movimento: 05:51h
Média: 10,1 km/h
Altitude Mínima: 728m
Altitude Máxima: 1343m
Ganho de altitude: 1913m
Perda de altitude: 1875m
Sensação de esforço: 4
Km Forasteiro: 34 km
Quem: Eu, Kolb, Isidoro, Jorge, Pai do Jorge

Dia 3: São Francisco Xavier - Monteiro Lobato - Caçapava - Taubaté - Pinda

O pedal do último dia não tinha nenhum trecho novo para mim. Sabia que seria longo mas sem grande morros pelo caminho. Tomamos o café na padaria / restaurante / pousada e começamos o pedal sentido Monteiro Lobato por asfalto.


O dia começou bastante frio (uns 15oC) mas depois de um tempo de pedal, ficou agradável. Neste trecho há apenas um morro mais longo. Chegamos cedo ainda em Monteiro e continuamos sem parar.

Continuamos pelo asfalto sentido São José dos Campos. Apesar de ter mais movimento de carro, é bem mais plana que a estrada para Caçapava direto. Dez quilômetros depois entramos em uma estrada de terra que quase passa desapercebida.

A estrada tinha alguns morros no começo mas depois ficou bastante plana. Pena que neste dia estava bastante movimentada, levantamo muita poeira. Finalmente chegamos em Caçapava para almoçar. Comemos em um restaurante por quilo e seguimos pela Antiga Rio-SP para Taubaté.

A estrada estava bem tranquila mas o sol estava forte. Na frente da fábrica da VW vimos o pátio lotado de carro, reflexo da crise. No caminho passamos na frente da festa do Quiririm e depois por Taubaté. Terminamos o pedal em Pinda depois de andar 100 quilômetros neste dia.

Horário: 07:31 - 16:26
Distância: 100,3 km
Tempo em movimento: 07:08h
Média: 14 km/h
Altitude Mínima: 538m
Altitude Máxima: 861m
Ganho de altitude: 1870m
Perda de altitude: 2048m
Sensação de esforço: 4
Km Forasteiro: 0 km
Quem: Eu, Kolb, Isidoro

19.04.15 - Bragança Paulista [3 dias]

Dia 1: Bragança - Pinhalzinho - Bragança

Feriado de quatro dias, consegui três para andar e escolhi Bragança Paulista. Cheguei de carro e comecei o pedal do centro continuando pela Av. dos Imigrantes até chegar na SP-008 que vai para a cidade de Socorro. Já era perto da hora do almoço e o tempo estava um pouco quente.


Não me lembrava se haviam poucas opções de estrada de terra pela região, mas andei bastante em asfalto e bem movimentado. Felizmente havia bastante acostamento pelo caminho, mas o trafego tira um pouco do sossego.


Pelo caminho passei  por muitas chácaras, barracas de comida, plantações, fábricas e trechos com floresta. Um pouco antes da entrada para Pinhalzinho segui por uma estrada de terra que terminava na cidade.


No centro comprei algumas provisões e descansei na praça. Queria ficar mais mas fui expulso por uma mãe que ficava gritando com a filha dela que andava de velocípede e queria descobrir novos lugares na praça para andar.

Um pouco depois de passar pela cidade voltei a andar por estrada de terra. Passei pelo bairro da Posse, cercada de plantações de hortaliças e algumas fazendas. O caminho ficou bem agradável.

Depois passei pelo bairro Atibaiano até encontrar a SP-095 entre Bragança e Tuiuti, bem na ponte do rio Jaguari. Alguns quilômetros depois jé estava em Bragança numa avenida muito movimentada.

Comecei a procurar hotéis pela cidade, que tem vários. Acabei ficando no Hotel Estância, simples que fica bem no centro da cidade com diária de R$50,00.

Horário: 11:38 - 17:20
Distância: 60 km
Tempo em movimento: 04:06h
Média: 14,6 km/h
Altitude Mínima: 786m
Altitude Máxima: 1020m
Ganho de altitude: 1565m
Perda de altitude: -1565m
Sensação de esforço: 4
Km Forasteiro: 60 km

Dia 2: Bragança - Toledo - Pedra Bela - Bragança

Reservei o trecho  mais longo  para o segundo dia. Passaria pela cidade de Toledo-MG e voltaria passando pela cidade de Pedra Bela.


Comecei por uma estrada que vai para Vargem que desemboca na rodovia Fernão Dias. No bairro Guaripocaba deixei o asfalto e continuei seguindo o norte. Passei pelo bairro da Ponte Alta já na cidade de Vargem.


Depois passei pelo Anhumas com poucas casas. Alias o caminho estava mais deserto. A partir deste ponto o caminho ficou mais difícil com muitas subidas e algumas descidas. Logo passei de 1100m de altitude.


Passei no bairro das Pitangueiras e finalmente cheguei em Toledo. Já havia passado nesta cidade quando andei em Senador Amaral. Parei em uma padaria para comprar provisões e descansar um pouco.

O trecho para Pedra Bela foi em asfalto e a paisagem do caminho estava bem legal por conta de algumas montanhas de pedra pelo caminho. O calor estava forte e acabei cansando mais.

Todo o restante do caminho foi por asfalto. Felizmente bem tranquilo até a SP-008 que havia passado no dia anterior. Cheguei em Bragança um tanto cansado

Horário: 07:34 - 17:22
Distância: 84,9 km
Tempo em movimento: 07:48h
Média: 10,9 km/h
Altitude Mínima: 781m
Altitude Máxima: 1228m
Ganho de altitude: 2534m
Perda de altitude: 2570m
Sensação de esforço: 4
Km Forasteiro: 65,9 km

Dia 3: Bragança - Morungaba - Bragança

Estava um tanto cansado pelos pedais dos dias anteriores e por não ter pedalar rotineiramente. Cheguei a pensar em ir embora, mas resolvi fazer num ritmo mais tranquilo.


Tomei o café e deixei o hotel de carro, estacionando na frente do lago do Taboão. Comecei o pedal pela estrada que leva a rodovia D. Pedro em Itatiba. O destino do dia era a cidade de Morungaba.


Cinco quilômetros depois deixei o asfalto passando por uma estradinha com muitos condomínios. O caminho estava bastante sombreado e não teve nenhum acontecimento relevante. Fiquei pensando em alguns cenários de se fazer uma viagem longa na America do Sul. Já havia feito um rascunho desse projeto: andar cerca de 13k quilômetros entre Brasil, Argentina, Chile, Bolívia e Peru. A única regra de cronograma é que deveria estar em Ushuaia no verão. Estimando uns 6 meses para chegar lá saindo  de casa, o ideal é sair de casa num começo de inverno ou alguns cortes começar depois Julho.

Voltando ao caminho, cheguei em Morungaba cerca de 11h. A cidade é bonita e bem tranquila. Descansei na praça na frente da igreja matriz, comi algo e comecei a voltar pela estrada que vai para Tuiuti.

No trevo que vai para Tuiuti, segui o outro sentido e parei num bar perto do bairro Passa Três. O pessoal ouvia musica caipira num radio na forma de um fusca. Continuei até chegar na SP-095 que vai para Amparo. Segui para Bragança que não demorou a chegar.

Roteiro feito, saí para comprar a linguiça da cidade. Achei em um restaurante dentro do estádio do Bragantino. Finalmente fiz a volta pra casa.

Horário: 07:23 - 15:01
Distância: 70,6 km
Tempo em movimento: 06:44h
Média: 10,5 km/h
Altitude Mínima: 753m
Altitude Máxima: 905m
Ganho de altitude: 1721m
Perda de altitude: 1769m
Sensação de esforço: 4
Km Forasteiro: 60 km

21.03.15 - Pinda - Camanducaia [2 dias]

Dia 1: Pinda - Camanducaia

Eu tinha um roteiro para Camanducaia pronto, começando de Sapucai Mirim. Como apenas eu e o Isidoro resolvemos pedalar, aumentamos o desafio saindo a partir de casa.


Começamos 7:30h seguindo para Santo Antonio do Pinhal via asfalto. Pelo caminho encontramos vários grupos de ciclistas. Subimos a serra da SP-123 sem maiores dificuldades, repus meu estoque de água em uma bica um pouco antes de Sto Antonio e fizemos boa parte do caminho entre a Estação Lefreve ao centro por ciclovia (isso é novo na cidade).


Tomamos um café numa padaria na frente da rodoviária. Gosto dos cookies e café do lugar, com bom preço. Seguimos dai para  Sapucaí Mirim pela antiga estrada da fé, passando pela pedra do Pião e chegando no bairro da ponte nova.


Tomamos um lanche no bar em frente a estrada Sto Antonio - Sapucai Mirim, eram 12h. Depois atravessamos a estrada seguindo por uma estrada de terra que sobe a serra. Por ali é possível chegar em Monteiro Lobato, São Francisco Xavier, Monte Verde ou Gonçalves.

A subida é longa mas pouco íngreme. Pelo caminho alguns sítios, pousadas e montanhas. Chegamos num bar que tem uma fonte bem legal algum tempo depois. Neste ponto seguimos a bifurcação da direita sentido Gonçalves/ Monte Verde. 

O caminho continuava subindo e a estrada estava mais fechada pela floresta. Já havia passado ali quando foi para Gonçalves. Neste trecho chegamos a 1550m de altitude. Mais a frente chegamos em uma bifurcação. Para a direita vai para o Juncal / Gonçalves e o outro lado, que seguimos, para Monte Verde / Camanducaia.

Um pouco depois saimos da principal virando a direita por uma estrada mais fechada ainda. Continuamo subindo chegando a quase 1800m até que chegamos no bairro do Mato. 

Neste momento percebemos que nossa chegada seria à noite. Resolvemos perguntar o caminho mais rápido. Nos indicaram passar no bairro São Mateus de Minas e continuar pela principal. Chegamos a perguntar  nesse bairro sobre pousada,mas não havia. Daí andamos cerca de 1h sem luz até Camanducaia. 

Chegamos sob chuva na cidade e ficamos hospedados na pousada  Jaguary por R$45/pessoa. A pousada não era muito boa, mas não tivemos muito tempo para pesquisar. 

O caminho foi bem difícil, somando quase 9h pedaladas. O que ajudou foi a temperatura amena e a paisagem do caminho.

Dia 2: Camanducaia - Santo Antonio do Pinhal

De madrugada o mundo estava caindo em forma de chuva mas felizmente na hora da saída o tempo melhorou. Resolvemos deixar o caminho de volta mais fácil, fazendo parte pelo asfalto que vai para Monte Verde.


Subimos bastante até chegar na entrada da estrada do bairro Melhoramentos. A estrada de terra ficou bem mais plana seguindo um rio. Por essa estrada paramos no bar e pousada do Juca e descobrimos que ali tem um caminho de peregrinação para Aparecida, partindo de Limeira.


Em um trecho da estrada passamos por muito barro e os poucos carros que encontramos tiveram dificuldades. Até dei uma informações errada a um deles que queria ir para Monte Verde, dizendo o melhor caminho para M. Verde era fazer a volta, pois estávamos vindo do asfalto que ia pra lá. Por sorte 200m pra frente havia uma placa indicando a vila por uma estrada que eu desconhecia.


Uma coisa legal da cidade de Camanducaia foram as placas indicativas em todas as bifurcações que encontramos, pois não são poucas.

Mais adiante chegamos num trecho que passamos no dia anterior. Seguimos para o bar da fonte, só que não lembrávamos das subidas para chegar lá. Nessas situações que a gente percebe que as subidas (mais sofrimento) fica mais na memória. O bar da fonte estava fechado.

A descida da serra foi tranquila, mas neste trecho começou a chover mais forte. Depois chegamos no bar na frente da rodovia (entre Santo Antonio do Pinhal - Sapucai Mirim) para comer algo e nos abrigarmos. Perguntamos de ônibus, mas ainda ia demorar e resolvemos pedalar para Sto Antonio e lá procurar condução novamente. 

Fizemos a volta pelo asfalto SP-046 sob chuva e num ritmo bem forte, chegando na rodoviária de Sto Antonio em 50 minutos. Resolvemos esperar o ônibus Campos de Jordão - Pinda, esperando 40 minutos. Acabei chegando em casa cerca de 19h cansado fisicamente mas descansado mentalmente.

16.02.15 - Wenceslau Braz (Charco) - Pinda

Para o último dia de passeio o roteiro era voltar para casa partindo do Charco, passando por uma trilha que leva no topo da serra sem passar pelo Horto de Campos do Jordão e depois descemos a serra passando pelo bairro do Gomeral e Pedrinhas, em Guatingueta e depois pelo Ribeirão Grande já em Pinda.


Acordamos não tão cedo, um pouco por causa do friozinho  que fazia, tomamos um excelente café da manhã. A casa tinha janelas grandes, piso de madeira e na cozinha havia o fogão a lenha. Na parte externa, um gramado separava a casa de uma fileira de grandes pinheiros no fundo e do lado sul uma castanheira vistosa. A frente da casa via-se a cerca de madeira acompanhada por hortênsias.


O ar bucólico me fazia querer ficar, mas o desconhecido me chamava. Saímos por volta das 9h depois de nos despedirmos da D, Nair. Seguimos as placas do caminho de Aparecida, inicialmente passando por uma estrada de terra. O dia esta com neblina e a temperatura um pouco fria mas agradável por causa do esforço físico.


De repente a estrada transformou-se numa trilha e as inúmeras poças d'água da chuva do dia anterior deixavam o caminho desafiador,principalmente porque surgiram subidas impiedosas. Ficamos um bom tempo empurrando as bicicletas morro acima.


Vencido o morro chegamos em uma fazenda (não lembro se é a Lavrinhas) onde havia uma criação de ovelhas. Vencemos a cerca da fazenda para chegar na estrada e continuamos. O caminho era rodeado por vegetação de altitude com muito capim. Ventava bastante mas está bem agradável para mim.


Passamos pela pousada Santa Maria da Serra, indicando que estávamos no topo e a descida logo viria. A descida é bem técnica por causa das pedras e das curvas fechadas. Paramos na pousada da D. Ana para almoçar por volta das 14h. Satisfeitos fizemos os 40 quilômetros finais sem maiores problemas.


Data: 16/02/2015
Hora: 08:15 - 16:36
Distância: 49,1 km
Velocidade média: 6,4 km/h
Tempo pedalado: 07:43
Ganho - Perda latitude: 1183 - 2328
Altitude mínima - máxima: 552 - 1947

15.02.15 - Piranguçu - Wenceslau Braz (Pousada Paz - Pousada Nair)

O roteiro do segundo dia era atravessar o rio Sapucai passando para Wencesalau Braz e subir novamente a serra pelo bairro do Salão, Roseta, Charco e ficar na pousada Santa Maria da Serra, já em Guaratingueta. Depois do Charco a ideia era seguir pelo caminho de Aparecida, que passa por trilhas até o topo da serra.


Continuamos pelo caminho do Frei Galvão seguindo a direção do rio até chegar no asfalto BR-459 entre Itajuba e Wenceslau Braz. Continuamos por 200m até atravessar o rio e voltamos pela estrada de terra que segue paralela a que viemos.


O caminho era rodeado de sítios que fazem fundo com o rio e o pedal era bem agradável. Depois do bairro do Salão começou a subida. Não era muito íngreme mas era longa. Os sítios foram se escasseando conforme deixávamos o rio para trás.


Depois de alguns quilômetros chegamos no bairro da Roseta. Um lugar bem tranquilo com um campo de futebol no meio. Paramos num bar para comer e tocamos em frente.


O trecho ainda continuava subindo, porém a estrada era bem mais precária. Haviam muitas erosões e árvores caídas na estrada. Creio que nem 4x4 passava ali no momento. Passamos da cota de 1800m de altitude por entre a floresta até que chegamos na estada principal Horto de Campos - Charco.


Nesse momento o tempo havia fechado e possivelmente pegaríamos chuva. Continuamos para o Charco. Nesse momento estávamos sem comida(exceto Kolb que tinha  algo) e no bairro procuramos alguma venda que não encontramos. Encontramos a pousada da Nair e resolvemos ficar por ser mais de 16h. Ela nos cobrou R$80/pessoa  com a janta e o café.


Fiquei com a impressão que a maioria das casas dali era para descanso, Pouca gente tinha cara de morador. A pousada está aberta há pouco tempo, acho que criada para atender o caminho de Aparecida. Colhi várias peras da pereira da propriedade e inclusive levei algumas para casa.

Pouco antes de anoitecer começou a chover de forma intermitente, já fazia um pouco de frio (imagino entre 18 e 20oC). Fazia alguns meses que não dormia com cobertas.

Data: 15/02/2015
Hora: 08:50 - 16:10
Distância: 39,6 km
Velocidade média: 6,2 km/h
Tempo pedalado: 06:22
Ganho - Perda latitude: 1844 - 1008
Altitude mínima - máxima: 852 - 1863

14.02.15 - Pinda - Campos do Jordão - Wenceslau Braz

Aproveitamos o feriado do carnaval para pedalar em 3 dias na serra da Mantiqueira. A ideia era percorrer algumas estradas que ainda não pedalamos entre Campos do Jordão-SP e Wenceslau Braz-MG. É uma região especial porque fica perto de casa e depois de que você passa o Capivari em Campos, os caminhos ficam pouco movimentados, mas com a paisagem muito bonita.


Eu e o Isidoro começamos do Crispim às 07:40h enquanto o Kolb saiu 10min antes e nos encontraríamos pelo caminho.


O roteiro foi chegar em Campos do Jordão pela SP-123, passar pelo Capivari, pela fábrica da Minalba, estrada da Água Santa, bairro do Centro, bairro dos Pintos e finalmente no bairro dos Borges, onde ficamos na pousada da Paz perto do rio Sapucaí.


O trecho do asfalto para subir para Campos estava muito movimentada de carros. Felizmente a grande maioria entrava em Santo Antonio (imagino que iam para o Sul de Minas). Chegamos no portal da cidade por volta das 13h.

Continuamos pela estrada principal de Campos, passando pelo Capivari onde havia um carnaval. A cidade estava mais cheia que o normal. Seguimos pela estrada para a Minalba (no início é a mesma para o Horto). Basicamente uma subida e uma descida longa.

No final da descida, próximo da fonte Indaiá seguimos pela estrada da Água Santa, de subida entra uma floresta. O dia tinha sol e muitas nuvens. Viramos a para Piranguçu passando  pelo bairro do Centro, onde acontece o encontro de cicloturismo.

Paramos num bar no bairro dos Pintos para comer algo e seguimos. A seguir chegamos onde o Caminho Frei Galvão passa e logo chegamos na pousada da Paz. São dois chalés que ficam sobre bar do Pele. Na parte dos fundos temos uma bonita vista para o rio Sapucaí.

Pagamos R$30 pela hospedagem com a janta. Muito bom o preço.

Data: 14/02/2015
Hora: 07:30 - 18:20
Distância: 84,3 km
Velocidade média: 9,2 km/h
Tempo pedalado: 08:34
Ganho - Perda latitude: 2545 - 2532
Altitude mínima - máxima: 523 - 1728






30.12.14 - Olimpio Noronha - Careaçu

Dia 1: Olimpio Noronha - Careaçu

Este foi o último passeio de bicicleta no ano, que foi muito proveitoso. Foram cerca de 9.300 quilômetros em 2.014 e pude conhecer muitas cidades e lugares legais.


Desta dez decidi conhecer a cidade de Careaçu, próximo de Pouso Alegre na rodovia Fernão Dias. Sai mais tarde pois o roteiro de ida era mais tranquilo do que os dias anteriores. Seriam 60 quilômetros e grande parte por asfalto sem subidas longas ou íngremes.


Deixei Olimpio por volta das 9h sentido Lambari. Fiz este trecho em uma hora e meia e aproveitei para repor meu estoque de água gaseificada. Segui as placas indicando Heliodora / Fernão Dias por asfalto. Nessa hora já fazia calor mas diferentemente dos outros dias havia o vento da pedalada.

O problema da estrada era a ausência de acostamento e eventualmente o trafego me obrigava a encostar na entrada de um sítio ou estrada para esperar.


O caminho é um vale entre duas serras repletas de pés de café. Logo após a entrada para Heliodora continuei por uma bifurcação em estrada de terra. Este trecho de uns 5 quilômetros foi o único com um morro para atravessar. No final desemboquei na Fernão Dias que andei por um quilômetro até a entrada da cidade.


Cheguei 14h, cedo perto do que já andei nos outros dias. Fiquei no Hotel Careaçu por R$30 com café simples e quarto bom. Mais tarde conheci a ponte sobre o rio Sapucai, muito largo e diferente do rio que passa em Itajubá. Havia muitas pessoas pescando, um pessoal no bar que fica num canto da ponte e alguns como eu, olhando para o infinito.

Data: 30/12/2014
Hora: 08:52 - 14:05
Distância: 61,7 km
Velocidade média: 15,5 km/h
Tempo pedalado: 03:56
Ganho - Perda latitude: 1222 - 1351
Altitude mínima - máxima: 805 - 985
Esforço: 3

Dia 2: Careaçu - Olimpio Noronha

Comecei a fazer o caminho de volta bem cedo imaginando que o caminho de volta seria bem mais difícil. Realmente era devido aos 80km de distância planejada e a subida da serra de Lambari.


Comecei acessando a Fernão Dias e seguindo sentido BH por uns 10 quilômetros. Esse trecho não é agradável, pois mesmo tendo acostamento, não é possível pedalar relaxado por causa do trafego intenso da rodovia. Portanto pedalei o mais rápido possível.


Deixei a rodovia e continuei em uma estrada de terra tranquila. Logo cheguei no bairro dos Caieiros que passei direto. A estrada estava plana até o bairro dos Ribeiros. Aqui existem outros dois acessos, uma para Heliodora e outro para São Gonçalo. Segui por uma outra para subir a serra.


Pelo caminho encontrava muitos sitios. Pude perceber plantações de berinjela e café, além de pasto para o gado. Num dado momento cheguei naestrada da fazenda Santa Alice. Tive receio de ser impedido de continuar, mas não tive problemas. Fiquei ziguezagueando o cafezal até chegar em uma estrada mais batida. Já havia subido bastante.


Felizmente depois desta subida, o caminho ficou razoavelmente plano e com muita sombra. Num dado momento via uma pedra nua com um fio d´água escorrendo. Até sai um pouco do caminho para chegar se havia acesso, mas cheguei numa porteira fechada de propriedade particular. O dia não estava tão quente como os outros dias de pedal, mas se encontrasse um lugar para refrescar, não seria ignorado.


Acabei encontrando tal lugar pouco depois: um riacho formando pequenas cachoeiras. Fiquei uma hora ali aproveitando. Depois disso o caminho voltou a subir seguindo para o topo da serra para virar para Lambari. Neste trecho passei por um pessoal fazendo trilha de moto e eu subindo. Finalmente no topo não hesitei em descer a serra sem paradas, pois passei por ali algumas vezes. Foi a recompensa do esforço.

Terminei o pedal voltando pelo asfalto até Olimpio, mais inteiro do que a ultima vez.

Data: 31/12/2014
Hora: 06:51 - 17:00
Distância: 80,8 km
Velocidade média: 10 km/h
Tempo pedalado: 08:03
Ganho - Perda latitude: 2313 - 2237
Altitude mínima - máxima: 805 - 1411
Esforço: 4